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"Pedro Salvador & O Caos Rastejante"

released: 2019

album cover

Pedro Salvador: guitar, piano, organ, synth, vocals
Paulo Emmery: guitar
Rodrigo Toscano: bass
Vicente Barroso: drums

Ana Gal: flute on "O Caos Rastejante"
Bruno Palagani: bandolin on "Flores Mortas"
Alef: acoustic guitar on "Martírios"

Choir on "As Palavras" and "O Caos Rastejante": Alef, Flaviane Monteiro, Julia Soares, Lara Melro, Magda Braz, Natalhinha Marinho, Reuel Albuquerque, Thame Ferreira

Composed and arranged by Pedro Salvador
Recorded by Mateus Ullmann at Estúdio Mata
Paulo's guitar recorded by Vicente Barroso at Valor Arte
Vocals recorded by Pedro Salvador at Caverna
Bandolin, choir, keys and acoustic guitar recorded by Pedro Salvador at Pedrada II

Produced by Pedro Salvador, Vicente Barroso and Rodrigo Toscano
Mixed by Pedro Salvador and Alex Sheeny
Mastered by Alex Sheeny

Photo by Pedro Salvador

Released october 25, 2019


Lyrics

Flores Mortas

As flores mortas do sul da américa
crescem mais alto aqui
Tanto faz se for no sol
Tanto faz se for na chuva
A certeza é a tontura,
a faca cega presa na cintura

Signo desses tempos tão incertos
onde o sonho desvanece,
nem espera o amanhecer

Do asfalto uma planta sai
Nem mede as consequências
Apenas busca mais


As Palavras

As pessoas dizem coisas por aí
As palavras são o meio e o fim
Se foi dito agora é algo mais
As palavras são suaves e fatais

Eu me lembro o que falou
Me dizia onde vou e quem eu sou

Um conceito se define pelo tom
Simbolismos expressados como som
Há milhares de sentidos num olhar
Mais ainda se a palavra faz soar

Gênese e Destruição

O dia do fim há de chegar
bem antes de alguém perceber
A gota de chuva que eu vou beber
tem gosto de sangue e água do mar
Na hora do fim tem que começar
Na hora do sim vai ter que negar
Olha o fogo subindo, o povo correndo,
é nesse momento que eu quero ver
onde estará você nesse caos da matéria
Escorre a miséria do teto pro chão

Não existe Nascimento sem destruição

No vento à beira-mar
Um cheiro que ficou
Se ninguém respirou
Se perderá

A Língua

Num dia de verão ouvi alguém dizer:
"A língua é o chão, procure entender"

Um círculo exótico que faz o céu descer ao chão
Cabeça, mão, dedo no violão enquanto a chuva cai

Martírios

Eu sei que você pensou quanto tempo vai durar
essa chuva fina, daquela que gripa,
o tempo fechado, expectativa
Todo dia sempre igual
É difícil ver a luz
A gente se esconde, escorre nos cantos
Quanto tempo dura uma noite escura

Segura na minha mão
Não precisa mais ser assim
Lamentar apenas vai
nos fazer voltar atrás

Um cadáver sobre o chão
ergue uma bandeira
Sua vida inteira
dedicada a mim

Não vou deixar que seja em vão
Eu seguirei o seu cordão
Mas não vou só, que assim não dá
Tem que ser junto pra sonhar
Tem que ser junto pra fazer
Tem que ser junto pra sofrer

- É só o medo de morrer

O Caos Rastejante

Poeira sobe num facho de luz
O povo corre dos carros azuis
A besta fera guia e conduz
- Cospe na cruz!

Depois daquele dia que passou
A folhas secas que o sol queimou
Cantaram alto mas ninguém gostou
Era rock 'n' roll

Talvez as coisas que eu vá dizer
possam soar estranhas pra você
Mas não há nada que eu possa fazer
na hora de morder

Um bote certeiro na jugular
Na melodia o sangue vai jorrar
Jogando pra perder irá ganhar
Eu vi no seu olhar

Fumaça, fogo, brasa e coisa e tal
Coisa brilhante, olho de animal
Bala de prata, ximbra de metal
Apontam o final